Efêmero
Riso frenético
Projeções de amor e dor
Situações embaraçosas
Eloqüência na fala
Quando apenas se fala
Nada senti
Subo no palco
E represento bem o papel que me cabe no momento
Só não sei ate quando
Vai durar este momento
Interpretativo vão
Imagens ritmadas
Do ir e vir
Na dança louca de corpos
Que se unem
E se completam
Na luxuria, no gozo!
Contemplo pensativo
O passado presente
Do verbo rir
Onde lentamente fecho a cortina
Embaraçado pela falta de espectadores
Do teatro do amor
Experiência efêmera
Que um dia
Teve vida
Mas que hoje
São apenas fragmentos
Do espelho quebrado no quarto
Que um belo dia
Me vi refletido.
Lui Tinoco
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Para desvirginar o labirinto
Do velho e metafísico Mistério,
Comi meus olhos crus no cemitério,
Numa antropofagia de faminto!
A digestão desse manjar funéreo
Tornado sangue transformou-me o instinto
De humanas impressões visuais que eu sinto,
Nas divinas visões do íncola etéreo!
Vestido de hidrogênio incandescente,
Vaguei um século, improficuamente,
Pelas monotonias siderais...
Subi talvez às máximas alturas,
Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
É necessário que inda eu suba mais!
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Ateus - As religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros
1 comentários Postado por Lui Tinoco às 22:41Marcadores: Poesia
Haicai - Pequeno poema (três versos) - Japão século XVI
0 comentários Postado por Lui Tinoco às 23:41Marcadores: Poesia
ONx2
Em momento marginal
Milhares de cores
Animal + limitado / príncipio divino :
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M.ulher
A.mada
R.espeitada
C.arinhosamente
I.ncrível
A.mor
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- Um louco.
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No meu leito fúnebre
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Metamorfoseou-se em sonho
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